Uma vida

De onde viemos? Para onde vamos? São perguntas bastante intrigantes, para mim, para todo mundo. Quem somos? Pergunto eu. Somos uma massa, somos nossos sonhos, somos nossos ideais, somos nossos desejos, somos nossa coragem, somos pessoas. Quem é você?

Parece que buscamos, por toda vida, a felicidade plena. O que resume a felicidade? Repare em pessoa qualquer e perceba, a felicidade dela é diferente da sua, por isso não temos um resultado concreto e buscamos-na pela eternidade. Quando uma pessoa morre, penso, morreram alguns sonhos, morreu uma felicidade ou falta dela, morreu um nome, uma personalidade. O que nos faz pessoas?

As questões me fazem completa, e sinto-me uma incompleta. Construo a cada dia, a cada passo, meus ideais, minha vida, minha felicidade. Questiono-me constantemente (sim, adoro falar comigo mesma) do que farei hoje, amanhã e no futuro, porque quero a diferença, quero ideias, quero sonhos, quero atitude de minha parte, que tristemente às vezes me foge.

Não sou uma boa oradora, mas tenho ideias, e quando escrevo, elas fluem como palavras. A oportunidade de falar para muitas pessoas (uma sala de aula é um público imenso para mim) é rara, e ao começar, não expresso tudo que penso sobre isso ou aquilo, porque o nervoso me consome. Falo, seguramente para meu eu interior que desta vez não ficarei nervosa. É mentira, eu sei, porque no final, acabo nervosa, e não falo tudo que queria falar e a oportunidade foge.

As pessoas não são máquinas. É pleonasmo, mas pessoas são pessoas, e não se cobra de uma o que se cobraria de outra. Somos versáteis, é verdade, mas não somos infinito e não comandamos e aprendemos cem por cento tudo que queremos e almejamos. Criamos ideias, e às vezes as incorporamos. Não se mata um sonho, porque ele é uma ideia, assim como somos pessoas, e , quando se mata um sonho, se mata uma ideia e se mata uma pessoa (ou psicológico e a auto-estima dela, que é tão grave quanto).

Eu poderia terminar com um final lógico e que ligasse todos esses parágrafos sem sentido, mas a verdade é que não fui feita para a era digital e minhas palavras não fluem um teclado. Sou feita de lápis e papel, sonhos e ideias, vontades e atitudes. Sou  mais, como geralmente se espera de uma pessoa, não espere nada de ninguém, porque ela pode ser feita do melhor, do pior, e do meio-termo, ou simplesmente tudo ao contrário.

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